A ressonância magnética (RM) da coluna é o exame mais completo para avaliação de discos, raízes nervosas e medula. Mas não é necessária em todos os casos de dor lombar.
Por que não pedir RM em todo paciente?
Estudos mostram que até 30% das pessoas assintomáticas apresentam alterações na ressonância. Pedir o exame sem indicação pode gerar diagnósticos incorretos, ansiedade desnecessária e tratamentos inadequados.
Quando a ressonância é indicada
- Dor com irradiação para os membros;
- Déficit neurológico (fraqueza, dormência);
- Dor noturna que não melhora com repouso;
- Dor persistente além de 6 semanas;
- Histórico de câncer ou imunossupressão;
- Suspeita de infecção (febre);
- Trauma significativo;
- Planejamento cirúrgico ou intervencionista.
Quando NÃO é necessária
- Crise aguda recente sem sinais de alerta;
- Dor mecânica simples melhorando com tratamento conservador;
- Resposta adequada a fisioterapia;
- Achado prévio de mesma alteração sem mudança clínica.
O que a RM mostra
Discos intervertebrais (hidratação, hérnias, fissuras), raízes nervosas (compressões, edema), canal vertebral (estenose), articulações facetárias, ligamentos, medula espinhal e tecidos moles ao redor.
Limitações
- Não substitui exame clínico;
- Pode mostrar alterações sem significado clínico;
- Custo elevado e nem sempre disponível;
- Contraindicada em portadores de marcapasso (verificar compatibilidade);
- Claustrofobia pode dificultar o exame.
Interpretação requer contexto
Um laudo isolado não estabelece tratamento. A correlação clínico-radiológica feita por especialista é o que orienta a conduta correta.
Este artigo tem caráter exclusivamente educacional e não substitui a avaliação médica individualizada.
